PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO..

Digamos que, em pleno séc. XXI, o tema «Motivação» continua a ser tabu. Para espanto ou desagrado do leitor este continua a ser um debate que estremece os grandes velhos do Restelo, de sorriso amarelo. 
“Gosto de falar no plural, eu e a minha equipa“ ou "não me posso esquecer da minha equipa, eles são o mais importante para mim" estescontinuam a ser dos jargões mais utilizados para agrado das revistas cor-de-rosa e consequente vénia dos transeuntes menos informados, cá do burgo. A ironia está lá sempre, disfarçada por entre algumas patacoadas nervosas. Por cá, do outro lado da civilização menos representada, embora mais representativa, existe um certo desprezo para com essas lindas frases (lindas mesmo!) , porque na prática, sabemos que se resume (na maior parte das vezes) a um mero SLOGAN político. Nos casos mais sensíveis uma lágrima pode cair do canto do olho, mas depois passa. 
Mas afinal o que é isso de motivação ? Pagar uma bifana e uma palmadinha nas costas? Não. Um sor…

FESTIVAL - CASTELO DE PAIVA




A pedido da Câmara Municipal de Castelo De Paiva , serve esta mensagem para vos informar deste excelente evento que irá decorrer em Castelo De Paiva nos dias 10 e 11 de Março. O meu contributo em forma de texto segue no verso do panfleto ( no final da apresentação)


Clique para ampliar.


Clique para ampliar

Com este evento promocional, que será realizado numa tenda gigante aquecida, instalada junto ao rio, a autarquia paivense pretende que a iniciativa possa ganhar potencial e ser uma referência em termos turísticos. Aproveitando o facto de a lampreia continuar a ser uma iguaria apetecível, com forte tradição no concelho, motivará a visita de muitos apreciadores ao território.
Como prato sazonal, a lampreia à mesa com arroz ou à bordalesa será o mote deste festival, perspectivando – se uma jornada gastronómica com forte adesão de participantes.
Contará também com um programa de animação musical nos dois dias do certame, protagonizado pela atuação de orquestras típicas, grupos de concertinas e animação de rua.
Para o presidente da autarquia, Gonçalo Rocha, a iniciativa apresenta-se como uma forma de " promover a gastronomia e os vinhos locais, pois somos uma região com tradições e a lampreia é uma delas, até porque, o produto gastronomia e vinhos é extremamente importante para a divulgação do que melhor temos em Castelo de Paiva e a lampreia é um bom exemplo disso “, recordando a título de exemplo que, no âmbito dos Fins de Semana Gastronómicos, iniciativa promovida pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal, o município já contempla uma jornada dedicada aos apreciadores deste ciclóstomo, que este ano está marcada para 16, 17 e 18 de Fevereiro, em seis restaurantes do concelho.

“É importante que venham comprovar e sentir este valor gastronómico, enquanto marca identitária e cultural, pois é fundamental para promover o território e potenciar o desenvolvimento local, sendo que, este apelo gastronómico, também é uma oportunidade para mostrar o património cultural desta terra”, evidenciou o edil paivense, destacando a oportunidade única para degustar lampreia a preço justo, associada aos melhores vinhos verdes desta Sub Região de Paiva.

Texto:

"A ti, lampreia.
Neblinas durienses, soturnidades absolutas, socalcos austeros - conjugações únicas deste rio, outrora, ninho das bailarinas rastejantes.
Subtilmente presentes, constituíram no passado um apoio financeiro indubitável.
Lavadas em prantos, viveram as varinas de saia preta e pés descalços, esperavam os barcos ao som dos melódicos assobios do timoneiro de braço duro e cruz ao peito.
Soberbo ouro que nos decorou de vaidade cultural, que pautou o dia a dia dos carros de bois, nas ruas de pedra.
Movimentos elegantes e naturais fazem delas Rainhas do seu palácio aquático que se dá pelo nome de Douro.
Nobres seres, que pela vida dão a morte como gesto representativo do legado natural e afectuoso, existencialmente eterno.
Dão mergulhos no néctar das altas vinhas do concelho, são tingidas pela cor da uva e cozinhadas pelas mãos sábias dos mestres atrás do fogão, de geração em geração.
São os nossos rubis, vermelhos como o sangue no arroz que tinge as travessas de prazer."