COMIDA ESCRITA

Coração Ó tu que tens o coração nas mãos! Ouve os sinos enferrujados! Anunciam de lá as missas das atrocidades e dos sermões mal contados.  Tiranias cantadas e uns vinhos cuspidos atrás do altar das promessas. De palmadinha em palmadinha, vão entrando para ouvir - de coração - os missionários poderosíssimos, pioneiros na frívola sensação pacata de nada fazer. Basta sonhar,diz o padre do altar! Basta acreditar, diz o leigo defronte à Santa injustiça!  Não rezo e não entro. Faço e procuro. Abro o dicionário e vejo que "altar" rima com "pastar". Faz-se luz no meu cérebro! Deito-me e adormeço.  É isto um snack. Para comer de boca fechada.



A Cebolinha
Genialidade quente e amorosa na simplicidade nua e fria. Quanta magia no tempo do sóbrio acto! Quanta sobriedade na irrealista verdade absoluta de querer tudo e nada possuir! Quanta realidade na vida para lá do que está morto e enterrado! Quanta verdade renasce agora sobre o que se enterrou! Não há magia, sobriedade, realidade nem verd…

SOPA SECA

Sopa seca
Fotografia: Tiago Lopes
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Ingredientes:

3 dl de água morna
30 gr de açúcar
Açúcar para polvilhar
2 pães de trigo
2 unidades de folhas de laranjeira
Canela em pó

Preparação:

Ferver a água. Infusionar as folhas de laranjeira com o açúcar e canela. Demolhar as fatias de pão, colocá-las numa taça de barro, polvilhar com açúcar e levar ao forno a lenha cerca de 20 minutos.
É uma sobremesa tradicional da minha região - Tâmega e Sousa. 
A sua origem remonta ao Séc.XVIII embora não haja documentação que o confirme.

A par de muitas outras iguarias da cozinha tradicional portuguesa, esta também nasceu por consequência das carências económicas da população.