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Márcio Baltazar

Quem é Márcio Baltazar?
Inicia o seu percurso aos 16 anos de idade numa Marisqueira “Frutos do Mar” mas com o objectivo de se formar em pastelaria, segue para o centro de formação profissional do sector alimentar da Pontinha, faz uma formação em pastelaria/padaria e volta a Terra natal para ganhar experiência de trabalho. É convidado a integrar a equipa da Confeitaria nacional em Lisboa, aceita o desafio e fica lá um ano. Viaja para Moçambique para a primeira experiência profissional fora de Portugal, mais tarde volta a Lisboa e integra a extinta pastelaria “Quente e Bom”, do chefe António Baia, é-lhe dada a oportunidade de mudar-se para o “Pestana Palace” em Lisboa com a chefia do Chefe Aimé Barroyer e Joaquim de Sousa  ,assume a função de pasteleiro de 2ª.  
Seis meses depois decide voltar a emigrar e vai para Barcelona em estágio é convidado a ficar em “Sauleda pastissiers”, como responsável de produção da pastelaria fria e da chocolateria.Surge a possibilidade de fazer estágio com Y…

A reunião dos cozinheiros

O risco.
Foi um risco rápido para mim, o suficiente para renovar as energias para uma nova jornada.
Muito já se falou sobre este congresso, com mais ou com menos profundidade, todavia esta é a minha perspectiva.

A primeira apresentação foi o suficiente para perceber que este ano a fasquia iria estar elevada. Chefe Tiago Santos autor de uma apresentação que me deixou boquiaberto , a um nível elevado, conceito explicado , filosofias e técnicas.

Um ou outro profissional tentou (talvez) optar pelos estilos de apresentações dos homólogos estrangeiros , mas sem uma estrutura bem desenhada, palavras bem estudadas, levar um designer que desenha umas coisas giras não é suficiente para o esperado impacto.

O show chegou com o tempo de antena para os pasteleiro ,Francisco Siopa,António Melgão, Patrick Mignot e Filipe Almeida Santos. Com uma posição objectiva e séria de quem percorre estas estradas há muitos anos, não podiam ser mais directos nas suas meias palavras, foram directos ao cerne da questão, "porque é que nas escolas que era suposto formarem profissionais, temos "miúdos" sem provas dadas a leccionar ? ". Não poderia estar mais de acordo, precisamos de mestres nas escolas e não intelectuais de jaleca com dois ou três semanas de estágios em grandes restaurantes, ou que trabalharam em 10 restaurantes no espaço de 2 anos.Subscrevo também o desafio do chefe Patrick Mignot para o jantar de 2000 pessoas, executado por todos os profissionais do país que se queiram juntar ao desafio, receita exclusivamente para os mais carenciados, eu apoio.
Manel Lino apresentou o seu conceito no novo restaurante "Trio".
Chefe Manel Lino

Figado de cebolada de Manel Lino.
Creme de figado,batata padeiro,cebolinhas



























Chefe Nuno Diniz, chegou no mesmo dia a Lisboa do México, na mala trouxe algum produtos do referido país como o milho azul, deu me uma pequena explicação do que iria fazer no 1300 taberna ,de forma entusiasmada e efusiva, como lhe é característico, convidou dois amigos e chefes dos Açores: Paulo Mota e Àlvaro Lopes entram ao som de musica típica e os merecidos aplausos. Aproveitando o momento, anunciou também que seria o último ano que participava no congresso.

Figos da Índia,arjamolho,algas e milho azul
Sempre com a boa disposição que nos habituou,fotografa o seu prato.


 Por fim, a última apresentação (que eu assisti) chefe Rui Martins partilha o palco com o Sr Sérgio,o seu fornecedor de carnes que desmanchou a peça de carne durante a apresentação, um cozinheiro a sério  , que me fez sentir pela primeira vez no dia o cheiro a comida (da boa)  no ar, a manteiga no sautê ,como eu gosto,conciso nas explicações, enquanto ia dançando a sua própria música,André Magalhães, moderador,inteligentíssimo e muito respeitado pela classe, exclamou " o Rui é um cozinheiro do caraças!" 



A prova.



Bem haja á organização e a todos os patrocinadores que tornam esta fantástica reunião da classe, cada vez mais interessante,mais activa, conseguindo juntar num espaço, cerca de 400 pessoas que falam a mesma língua é por si só um feito de enorme relevância .

Até para o ano e muito obrigado