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Arte Racional



Onde há seres humanos existem problemas, por definição. Para todas as situações há um acto, uma consequência e uma solução. Em cada um dos estádios, digamos, podemos tomar inúmeras atitudes que, não obstante dependerem das circunstâncias, devem ser sempre alvo de análise atempada de forma a não corrermos o risco de julgamentos contraproducentes.

Um dia, um colega perguntou-me porque razão lia um livro de psicologia. Respondi, dizendo apenas, que cozinhar e todo o seu enredo trata-se 50% de cozinha e 50% de psicologia ou emoção, como me disse outro colega, o Ruben do restaurante O Paparico. Do estudo técnico não abdico, mas se pensarmos que a psicologia está presente em quase tudo no dia a dia, não é assim tão irrelevante.



Christian Schloe
Philip Johnson-Laird, conhecido professor da Universidade de Princeton, disse a propósito: - “…os seres humanos são racionais, em princípio, mas erram na prática, ou seja, os seres humanos têm a competência para serem racionais, mas os seus desempenhos são limitados por vários factores…”

Tenho para mim vários exemplos de líderes da cozinha nacional e internacional, que se souberam adaptar aos novos tempos, fugazes, onde tudo aparece e desaparece a uma velocidade estonteante. 

A adaptação é a palavra de ordem, seja a um colega de trabalho seja a um local. No meu caso, por exemplo, adapto-me com relativa facilidade, mas se há coisa a que jamais me habituarei, será à irracionalidade dos seres racionais. Sempre defendi - e defendo - soluções irrevogáveis, ponderadas e fundamentadas, não procuro compactuar com actos dolosos ou imaturos que afectam as organizações, por vezes de forma transversal.

Sou um cozinheiro que vê na sua profissão um objectivo: cozinhar para agradar a terceiros que pagam pelo serviço.
Nem sempre é assim tão simples. Sendo este um negócio de pessoas para pessoas, obviamente que a racionalidade é sempre chamada a primeiro plano, quando o imperativo da circunstância é resolver um problema .

Aquando da tomada de decisões, sigo sempre pela via que, no meu entender, é a mais justa. Abstenho-me de relações pessoais e sentimentos, levo a minha análise ao pormenor, da maneira mais pragmática e imparcial possível.

Poderá até ser uma arte, a arte do equilíbrio, que apela sempre à proporção entre os nossos actos e a nossa experiência, definindo a racionalidade dos nossos pensamentos.

Este é um texto inacabado, talvez sem um final visível, tal e qual os prepósteros comportamentos de mentes pobres que assolam o sossego dos seres que procuram afirmar a congruência como hábito no sistema que se chama de sociedade.


“Homo Homini Lupus” Thomas Hobbes, séc XVII