Avançar para o conteúdo principal

Pão com fermentação natural

Pré fermento:
1000 gr de farinha
1000 gr de água
300 gr de fermento natural VER AQUI

Massa final:
3000 gr farinha
1200 gr água
80 gr de sal VER AQUI
200 gr de azeite
5 gr de mel
2300 gr de pré fermento acima referido

Processo:

Realizar o pré fermento com 1000 gr de farinha, 1000 gr de água e 300 gr de levain.
Deixar á temperatura ambiente 12 horas.

Passadas as 12 horas, juntar a água á farinha , deixar hidratar 15 minutos. Depois, adicionar os restantes elementos.  Bater 5 minutos á velocidade 1 e mais 7 min á velocidade 2.

Deixar levedar 60 minutos a 25 graus. Findos os 60 minutos dar 3 voltas á massa. De seguida dar 3 voltas a cada 30 minutos. Com as voltas para alem de se incorporar mais ar na massa conferimos ainda mais elasticidade à massa ,é por isso, um processo fundamental.

Regra geral costumo usar hidratação superior, contudo esta base é mais fácil para quem dá os primeiros passos.



Desculpa lá


 Por muita graça que possa ter, é assustador.
Trata-se de uma história verídica.

Acontece no Porto, em plena época alta.
Altura em que todas as mãos são necessárias.

Poderia até alterar o título para “O diário de uma estagiária de 12h", mas fico-me pelo "desculpa lá".

Primeiro dia: A estagiária entra ao serviço, é-lhe explicado todo o funcionamento da cozinha, tudo mesmo, até como ligar o fogão.

Segundo dia: Já foi muito mais exigente, palavras dela, não minhas, a começar pelo horário repartido; no primeiro turno foi explicado o funcionamento de uma determinada partida em detalhe, partida essa que tem 40 tarefas diárias para cumprir em 180min, 10 dessas tarefas seriam para ela.

A mocinha teria que começar por algum lado, para que no final do estágio até quem sabe, ser contratada.

No segundo turno, aparece na cozinha sem estar fardada. Na minha inocência, pensei cá com a minha jaleca: "que mocinha aplicada, vem à civil ajudar a arrumar as compras, sim senhora!" 

Chama por mim: “-Tiago, não venho trabalhar”. De novo o ingénuo pergunta: “-Mas precisas de alguma coisa? Sentes-te bem?" "-Não Tiago, não estás a perceber, não venho mais trabalhar, desculpa lá!"
Perplexo, só me ocorreu "-ok, adeus" após um minuto e uns quantos desabafos à moda do Porto (mas ninguém ouviu).

O caso é sério e não será o único.

Não querendo entrar em pedagogias, muito menos em analogias nostálgicas "ah e tal no meu tempo é que era", tento ser crítico e pragmático o suficiente para admitir que os tempos são outros, mas os valores da educação, do sentido de responsabilidade, do compromisso terão que ser subjogados à insignificância?

Para a formação de um ser humano e de um futuro profissional, são os pilares base, estou certo disso. Estou certo também que não é na escola que se incute tal disciplina, a escola instrui a família educa.

Talvez a juventude de hoje, habituada ao instantâneo e fácil, esteja a ser formada numa base de desculpabilização do chamado "tanto faz”. Embora não seja justo generalizar, mas aqueles que querem fazer do carpe diem a sua máxima diária, ou gozar da boa vida enquanto a têm, que façam, que gozem, mas que não inoportunem quem trabalha e de preferência não me apareçam à frente!

Mas como a vida segue ,estás desculpada!