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Márcio Baltazar

Quem é Márcio Baltazar?
Inicia o seu percurso aos 16 anos de idade numa Marisqueira “Frutos do Mar” mas com o objectivo de se formar em pastelaria, segue para o centro de formação profissional do sector alimentar da Pontinha, faz uma formação em pastelaria/padaria e volta a Terra natal para ganhar experiência de trabalho. É convidado a integrar a equipa da Confeitaria nacional em Lisboa, aceita o desafio e fica lá um ano. Viaja para Moçambique para a primeira experiência profissional fora de Portugal, mais tarde volta a Lisboa e integra a extinta pastelaria “Quente e Bom”, do chefe António Baia, é-lhe dada a oportunidade de mudar-se para o “Pestana Palace” em Lisboa com a chefia do Chefe Aimé Barroyer e Joaquim de Sousa  ,assume a função de pasteleiro de 2ª.  
Seis meses depois decide voltar a emigrar e vai para Barcelona em estágio é convidado a ficar em “Sauleda pastissiers”, como responsável de produção da pastelaria fria e da chocolateria.Surge a possibilidade de fazer estágio com Y…

A praga


Chegou tímida ao nosso Portugal, em meados dos anos 90; com o agravamento da crise económica despertou ainda mais o interesse da comunidade empresarial. Viram nela uma oportunidade perfeita gerarem  "cash flows" mais avultados.
Um belo presente envenenado esse, que chegou da América. Anunciada em placares gigantes que ocupam meia rua, até os transeuntes mais distraídos neles tropeçam. Quem é atraído julga ter descoberto a galinha dos ovos de ouro.
São presentados com produtos de baixíssima qualidade onde os conservantes e corantes abundam.No interior de tais estabelecimentos sobra apenas espaço para um corredor estreito, por onde passam os empregados atarefados, dividindo o tempo entre a arca congeladora e as vitrines, onde são colocados aqueles bolinhos com aspecto vidrado, fruto dos 18 graus negativos durante o seu armazenamento.
A clientela amontoa-se nas linhas de self, sorridentes com os seus tabuleiros de plástico, esperando a sua vez para o pagamento; umas moedas são suficientes, por fim é só abrir o saquinho dos talheres, et voilá bon appétit.‎
Caro leitor, por mais irónico que possa parecer este texto, retrata infelizmente a realidade, intrusiva e destrutiva nos dias de hoje.
Destrói a reputação da nossa gastronomia, asfixia os estabelecimentos que trabalharam bem e cobraram o justo e que hoje na sua grande maioria são forçados a aderirem também ao movimento, oferecendo entrada (um palito e um croquete), prato principal (fêvera de porco com bastante óleo), sobremesa (bolo com 2 dias), cafés (de cafeteira), um rebuçadinho para o pequenote e ainda um lugar de estacionamento, tudo por apenas 3,92€.

Essa praga chama-se "Low-Cost"!

Sejamos orgulhosos, sejamos justos!