CARLOS ALBUQUERQUE-HERDADE DO ESPORÃO

A nomes como: Ferran Adrià (Elbulli), Henrique Leis (Henrique Leis), Louis Anjos (Bon Bon), Vasco Coelho Santos (Euskalduna), Samuel Mota (Belcanto) Fábio Quiraz (Paparico), Joaquim Sousa (JNcQUOI), Márcio Baltazar (Ocean), Carlos Fernandes (Loco) , junta-se no blog, Carlos Albuquerque, actualmente chefe na Herdade do Esporão. 




Se fosse possível tal coisa que conselho darias ao jovem Carlos Albuquerque que hoje se iniciava na cozinha ? 
Faz mais, arrisca mais, lê mais, procura outros que te inspirem e dá o máximo todos os dias! Um dia esse esforço vai ser recompensado.



Fizeste parte das equipas olímpicas de cozinha e concorreste ao "Jovem talento da Gastronomia".Consideras a competição parte fundamental na tua formação enquanto cozinheiro? 
A competição fez sempre parte da minha vida! Fui federado em hóquei patins e joguei durante 14 anos . Se queremos ser os melhores temos que competir com os melhores! Foi uma forma também de me testar a mim próprio.
Concordas que caminhamos par…

A praga


Chegou tímida ao nosso Portugal, em meados dos anos 90; com o agravamento da crise económica despertou ainda mais o interesse da comunidade empresarial. Viram nela uma oportunidade perfeita gerarem  "cash flows" mais avultados.
Um belo presente envenenado esse, que chegou da América. Anunciada em placares gigantes que ocupam meia rua, até os transeuntes mais distraídos neles tropeçam. Quem é atraído julga ter descoberto a galinha dos ovos de ouro.
São presentados com produtos de baixíssima qualidade onde os conservantes e corantes abundam.No interior de tais estabelecimentos sobra apenas espaço para um corredor estreito, por onde passam os empregados atarefados, dividindo o tempo entre a arca congeladora e as vitrines, onde são colocados aqueles bolinhos com aspecto vidrado, fruto dos 18 graus negativos durante o seu armazenamento.
A clientela amontoa-se nas linhas de self, sorridentes com os seus tabuleiros de plástico, esperando a sua vez para o pagamento; umas moedas são suficientes, por fim é só abrir o saquinho dos talheres, et voilá bon appétit.‎
Caro leitor, por mais irónico que possa parecer este texto, retrata infelizmente a realidade, intrusiva e destrutiva nos dias de hoje.
Destrói a reputação da nossa gastronomia, asfixia os estabelecimentos que trabalharam bem e cobraram o justo e que hoje na sua grande maioria são forçados a aderirem também ao movimento, oferecendo entrada (um palito e um croquete), prato principal (fêvera de porco com bastante óleo), sobremesa (bolo com 2 dias), cafés (de cafeteira), um rebuçadinho para o pequenote e ainda um lugar de estacionamento, tudo por apenas 3,92€.

Essa praga chama-se "Low-Cost"!

Sejamos orgulhosos, sejamos justos!